segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pobres e mal agradecidos

"Já me deixavas em paz! És um estúpido! Não prestas mesmo!"
bla bla bla
Às vezes é mais fácil atribuir as culpas aos outros, principalmente se esses outros forem uma das causas pelas quais te viras contra o mundo. É verdade...se parares para pensar vai chegar à mesma conclusão que eu: o mundo não se vira contra ti, mas tu é que te viras contra ele. 
Já reparaste na incrível quantidade de egocentrismo que se deposita nessa teoria? Teoria que tanta gente faz parecer tão altruísta e que na verdade não passa de uma desculpa para encobrir a verdadeira culpa, a nossa culpa.
Há muito tempo que sabemos que a Terra gira à volta do sol e não ao contrário, por isso para quê fomentar estes pensamentos retrógrado em que tudo se passa para nos prejudicar, como se o mundo não tivesse nada mais importante para fazer nem nada mais relevante com que ocupar os minutos da sua existência. 
Subestimamos frequentemente este mundo de que tanto falamos. Este mundo sublime que vai muito para além do planeta em que assentamos os pés. Subestimamos o seu poder e a sua postura. Quem faz as asneiras somos nós. Ele não tem tempo, disponibilidade nem interesse para o fazer e muito menos obtém prazer com tal atrocidade.
"Que afronta!" - pensamos nós de nariz empinado. "Porquê eu? Não fiz nada para merecer isto!"
Talvez porque te puseste mesmo a jeito. Porque pediste que isso acontecesse, mesmo inconscientemente. Porque mereceste e porque no fundo fizeste tudo para isso acontecer.
Deixa lá o mundo e as suas preocupações major que nos põem no nosso lugar. Colados ao chão, com a cabeça presa ao corpo, num qualquer país que nos acolhe e numa cidade a que chamamos nossa quando na verdade nada é nosso para além de nós mesmos. E mesmo estes seres que dizemos ser, podem e devem pertencer a um bem maior, a um poder maior, a uma força invencível que se quisesse nos podia aniquilar sem aviso, sem razão e sem hesitação. 
Por isso o que nós temos é sorte, para além da culpa. Sorte por continuarmos no tal lugar onde parecemos pertencer e culpa por nos virarmos contra o mundo quando, no final de contas, ele tem mais que fazer e ainda nos dá muitas benesses.

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