quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Bem Vindos a este casino que é a vida

As pessoas são mesmo muito diferentes, e quando oiço alguém dizer que outro alguém "não joga com o baralho todo" fico sempre na duvida se estamos a falar de cartas ou de um mundo cheio de pessoas diferentes que o são exactamente por terem cartas diferentes no baralho. Faltando umas, sobrando outras. Umas mais altas, outras mais baixas. Umas pretas e outras vermelhas. Umas mais ricas em ouro e outras mais adeptas dos duelos de espadas.
Quando me dizem que alguém é maluco, fico a pensar se esse alguém é maluco ou se quem me deu a informação em tom depreciativo é que um ma-lu-co que se dirige, sem saber, a uma doi-da var-ri-da.
Claro que, depois de ler algumas linhas de pensamento traduzido e prosa, fico a acreditar piamente que a loucura é algo intrínseco ao ser humano, sendo evidente que me foi aplicada à nascença uma dose consideravelmente grande. Não sei se agradeça ou se grite "porrquêê euu?" a plenos pulmões, para ninguém me ouvir. Não sei se conte as cartas e organize o baralho, ou se continue a jogar como se estivesses de olhos vendados. Não sei se aposte às escuras ou se faça all in. Não sei se continue a praticar a minha poker face ou se vá à pesca para passar o tempo, em vez de massacrar as teclas e as pessoas que com mais cartas que eu, decidam ler a minha memoria confusa.
Só sei que não devemos odiar aquilo que não percebemos e que não devemos julgar um baralho...pelas cartas.

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