segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Refúgio

 Mesmo que só seja mental, imaginário, inventado. Mesmo que não exista. Vai ser sempre mais real que a Nárnia, vai ser sempre mais brilhante que o castelo da Disney e vai ser sempre melhor que tudo o que possa existir ou que possam tentar fazer com que exista, nessa caixa falante que tens na sala.
Mesmo que seja só meu, mesmo que mais ninguém acredite, veja ou saiba que existe. Mesmo que tenha demasiadas cores e que para ti seja demasiado quente porque és frio e gostas de ser assim. Mesmo que tenhas um cubo de gelo no lugar do coração. Mesmo que não me conheças e nunca me tenhas visto na vida.
Mesmo assim tenho um refúgio. Que só eu sei onde é. E às vezes nem eu o consigo encontrar. Calmo, silêncioso. Só entra quem eu quero, e às vezes não me deixa levar certas pessoas, como tu. Porque sabe que não és puro, não és verdadeiro e não existes. Porque mesmo quando eu tento fingir que existes, o meu refúgio lembra-me que a realidade ganha à ficção, à imaginação. E deixa-me entrar...sozinha. E mesmo que a realidade seja mais solitária que a minha imaginação, é mais segura, mais bonita e mais minha. Porque nem ela é real.
Está tudo na minha imaginação, seja real ou ficção.



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