Kat Stratford, 10 Things I hate About you
O mais importante e aquilo que não devemos descuidar nunca, correndo o perigo de viver por viver, é definir essas expectativas. Por muito simples e insignificantes que pareçam ser, são elas que nos dão aquela motivação, aquela razão e justificação de andarmos aqui todos os dias a fazer as coisas de uma determinada maneira e não de outra-muito-parecida-mas-no-entanto-totalmente-distinta. Digo eu...
Tentar corresponder às nossas expectativas é delinear objectivos que mesmo que não sejam totalmente cumpridos, estão lá para nos orientarem e nos lembrar daquilo que queremos, daquilo que somos (ou tentamos ser). De acordo com a minha maneira de ver as coisas, nada é mais horrivel, errado e provavelmente desencadeador de frustrações e revoltas, do que viver de acordo com as expectativas das outras pessoas. Nada é pior do que que tentar ser quem eles querem, obedecer às regras que eles impõem. Limitar-nos por ideias e princípios que nem sequer são os nossos...
No entanto, viver sem expectativas nenhumas é como viver à deriva. É como ser um naufrago na nossa própria vida. Também não é agradável, nem aconselhável. É como viver sem saber o porquê. Fazer coisas "só porque sim". É tão impessoal e desumano, que nos tira um bocado de carne. Usualmente da região lombar, onde se acumula a expectativa de uma vida. Talvez por isso é que esteja cheia de dores de costas. Porque às vezes exagero. É bom saber quando parar, é bom saber se aquelas expectativas são demasiado altas, e mesmo que não as atinjam...é bom saber que morreram a tentar.
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